Pensando no vestibular surge aquela dúvida…Qual profissão seguir? Para muita gente, o Ensino Médio é marcado por uma dúvida das grandes: o que fazer da vida quando o colégio acabar? Embora alguns iluminados já tenham todo um plano esquematizado, tendo escolhido não só o curso e a universidade em que pretendem estudar, mas também o caminho que querem percorrer na carreira, uma parte considerável das pessoas não têm ideia do que fazer. E isso – é importante salientar – é completamente normal. Na verdade, dúvidas como essa geralmente continuam rondando até aqueles que já têm uma carreira consolidada e bem-sucedida.  E não é incomum que as pessoas decidam mudar de profissão durante ou depois da faculdade – ou mesmo depois de décadas de experiência em determinada área.

Mas o fato é que você vai precisar fazer uma escolha ao final o Ensino Médio. Por onde começar? A gente conversou com a Maíra Habimorad, presidente da Cia de Talentos, consultoria de carreira que faz a ponte entre os jovens e o mercado de trabalho, e pegou algumas dicas para te ajudar nesse processo.

3 passos para escolher uma profissão

1) Pense não só sobre o que você gosta de fazer, mas sobre o que sabe fazer BEM

Para uma decisão como essa, o autoconhecimento é fundamental. Liste as coisas que você curte – não só em relação às matérias da escola, mas pensando também em atividades diversas e temas sobre os quais gosta de ler e pesquisar. Procure fazer um levantamento bem profundo dos seus interesses.

Depois, liste também as coisas que você faz bem – aquilo que faz com facilidade, ou pelo qual costuma receber elogios. “Também vale colocar nesta lista características marcantes em sua personalidade que lhe permitem fazer essas coisas. Por exemplo, se você é um bom capitão de time, pode significar que é bom em liderar”, diz Maíra. Isso vai lhe ajudar a descobrir suas competências, que podem ser tão importantes quanto seus gostos pessoais ao escolher uma profissão.

2) Pesquise sobre os cursos e as profissões que lhe interessam

Depois de olhar para dentro, é preciso olhar para fora a fim de encontrar os cursos e profissões que tenham a ver com seus interesses e competências. Além de listar aqueles que você já tem em mente, pesquise outros possíveis. Aprofunde-se sobre aqueles que mais lhe interessam. “E aqui não estamos falando de só pesquisar o salário ou a demanda por esses profissionais – até porque a maioria dos cursos dura quatro ou cinco anos, e o mercado de trabalho já terá mudado até você concluir a faculdade”, alerta Maíra.

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A ideia é conversar com estudantes e profissionais que trabalhem na área que você almeja para conhecer aspectos práticos do seu dia a dia, que habilidades a profissão exige, o que gostam e o que não gostam sobre ela, que desafios enfrentam. Tente descobrir o máximo de informações que puder e busque pontos de vista diferentes. Lembre-se também de pesquisar a grade dos cursos (muitas universidades a disponibilizam em seus sites).

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3) Avalie se as possibilidades que essas carreiras lhe oferecem estão de acordo com seus objetivos de vida

Depois do primeiro e do segundo passos, você provavelmente reduziu seu leque de profissões possíveis para algumas poucas opções. O desafio é que, por ter reunido muita informação, você talvez curta bastante todas as que restaram. Como decidir? Este terceiro passo é recomendável tanto para o desempate quanto para a prova final, caso você já tenha se decidido.

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Agora é hora de pensar um pouco mais longe e considerar a carreira que você quer. “Carreira é diferente de profissão, embora as pessoas normalmente confundam as duas coisas”, explica Maíra. Para entender melhor: ser médico é uma profissão que permite várias carreiras – você pode ser cirurgião plástico com clínica própria ou ser um pediatra em um país africano pelo Médicos Sem Fronteiras, por exemplo.

A sua carreira está ligada ao seu objetivo de vida a longo prazo. Você não precisa ter esse objetivo claro tão cedo, mas já é possível ter noção do que você está disposto e do que não está disposto a fazer. E a terceira etapa da sua busca envolve avaliar se as profissões que tem em mente condizem com esse objetivo e com outras ambições que possa ter.

Se você tem o objetivo de morar fora do Brasil, pode avaliar qual das profissões lhe dá maiores chances para conseguir isso. É claro que esse não deve ser seu único critério, mas pode ser um ponto a considerar. “Se você quer fazer carreira no exterior e está em dúvida entre Direito e Relações Internacionais, terá mais chance de fazer isso com o segundo curso”, exemplifica Maíra. “Caso considere fazer Publicidade e Propaganda, é bem provável que tenha de trabalhar no eixo Rio – São Paulo. Se você mora em outro estado, estaria disposto a se mudar?”. Embora não deva ser o aspecto principal na escolha de uma profissão, o salário é outro fator que vale ser considerado nesta terceira etapa (especialmente se você busca um alto padrão de vida).

O que apresentamos aqui foi um caminho possível para a escolha de uma profissão. Embora existam muitos outros, o autoconhecimento e a pesquisa permanecem sendo os elementos centrais do processo.

Você tem dúvidas envolvendo esse tema? Poste na seção de comentários que a gente ajuda!