O governo anunciou alterações no Enem 2017 (Exame Nacional do Ensino Médio). Ele acontecerá em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro de 2017 e não permitirá obter o certificado de conclusão do Ensino Médio, entre outras alterações importantes.

O edital do Enem 2017 saiu no dia 10 de abril, as inscrições acontecem entre 8 e 19 de maio, e a taxa de inscrição será R$82,00. As notas do Exaem saem em 19 de janeiro de 2018. Entenda cada umas das mudanças no Enem, e como ele irá funcionar a seguir.

 

1. Enem aos domingos (05 e 12 de novembro)

A partir de 2017, o Exame acontece em dois domingos seguidos, reduzindo custos para a aplicação das provas impressas e facilitando a viabilidade de dois dias de avaliação.

Entre 2009 e 2016, os sabatistas (pessoas que reservam os sábados por razões religiosas) chegavam ao local de prova às 13h e esperaram até as 19h para começá-la no primeiro dia, sábado.

A consulta pública perguntou se o Enem seria online, mas 70% dos respondentes foram contra, segundo informações da coletiva realizada pelo MEC. Assim, as provas serão impressas.

 

2. Redação no primeiro dia (com Linguagens e Ciências Humanas)

A redação será no primeiro domingo, junto com o caderno de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias e Ciências Humanas e Suas Tecnologias.

Até 2016, a redação era feita no segundo dia, junto com Matemática e Suas Tecnologias e Linguagens. Milhares de pessoas pediram que a redação fosse no mesmo dia da avaliação destas matérias.

 

3. Enem 2017 sem certificado de conclusão do Ensino Médio

O Enem não poderá ser utilizado para emitir o certificado de conclusão do Ensino Médio, já que o Exame não foi planejado para obter a certificação.

Haverá a aplicação de uma prova específica para emitir o certificado no primeiro semestre de 2017: o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Para participar é preciso ter mais de 18 anos.

Quem fez o Exame em 2016 ainda pode solicitar o certificado em 2017.

 

4. Aumento do valor da taxa de inscrição

A taxa de inscrição para o Enem 2017 é R$82,00. Em 2016, o valor era R$ 68,00.

5. Gratuidade da taxa de inscrição com critérios rígidos

 

Até 2016, a isenção da taxa ocorria com auto-declaração. No mesmo ano, 77% das pessoas inscritas não pagaram a taxa.

A isenção têm critérios mais rígidos a partir do Enem 2017, e explicamos neste outro artigo quem pode consegui-la.

6. Prova e gabarito com nomes impressos

Os nomes de todos os inscritos serão impressos nas provas e gabaritos. A expectativa é que o candidato esteja mais seguro durante a prova e que o resultado do Enem seja mais confiável.

Os candidatos não precisarão preencher a cor da prova no cartão resposta.

 

7. Solicitação de mais tempo de prova para deficientes

Pessoas com deficiência poderão pedir mais tempo de tempo de prova no ato da inscrição. Serão necessários documentos para comprovar a necessidade de tempo extra.

 

8. Enem para treineiros

Os estudantes no 1º e 2 º anos do Ensino Médio poderão fazer o Exame como treineiros. Existe a possibilidade do MEC realizar um simulado nacional no mês julho, de acordo com um comunicado feito em novembro de 2016.

No Geekie Games, você pode se preparar com quatro simulados gratuitos online ao longo do ano. Os simulados podem ser feitos em qualquer data se você é assinante do plano Pro.

 

9. Ausência de ranking com as escolas

A classificação das escolas no Enem não existirá a partir de 2017. De acordo com o MEC, esses resultados foram utilizados para divulgar as instituições de ensino e fazer publicidade, o que não é o propósito do Exame.

 

Entendendo as modificações no Enem 2017

O governo Temer propôs alterações para o Exame com a finalidade de torná-lo um “exame sustentável“, além de mostrar a “preocupação do Inep na modernização do Enem”, segundo a presidente do Inep Maria Inês Fini.

O ministro da educação Mendonça Filho realizou uma consulta pública entre 18 de janeiro e 17 de fevereiro de 2017 para decidir as mudanças no Enem.

O Ministério da Educação (MEC) considerou a possibilidade de fazer uma prova única, via computador e sem redação para o Enem, o que reduziria os custos de produção, aplicação e correção da prova.

As alterações no Enem foram realizadas de acordo com os resultados desta pesquisa.

Nos últimos anos, a taxa de abstenção na prova do Enem chegou a 30%. A fim de reduzir esse número em 2016, os inscritos que tiveram isenção da taxa de inscrição em 2015 e não compareceram em algum dos dias de prova perderam a gratuidade no Enem do próximo ano. Porém, a porcentagem de abstenções foi ainda maior em 2016, e em 2017 a isenção se torna mais criteriosa.

Existem candidatos que realizam a prova do Enem cerca de oito vezes, e o governo quis conter eventuais desperdícios com o custo destas provas. A intenção é reduzir os gastos da prova restringindo o número de inscritos.

Com a reforma no Ensino Médio, o Inep ainda fará outras alterações para o Enem ao longo dos próximos anos, a fim de se adequar à BNCC (Base Nacional Curricular Comum).

 

Leia também: Como funciona o Enem | Para o que serve a nota do Enem | Como acessar o resultado do Enem

 

A Reforma no Ensino Médio e o impacto no Enem 2019

De acordo com Camila Karino, Diretora de Avaliação na Geekie, que atuou como Coordenadora Geral de Instrumentos e Medidas do Inep, órgão responsável pela elaboração do Enem:
A reforma no Ensino Médio indica que ele será dividido em uma parte comum e uma parte específica. A parte comum será definida pela BNCC.
Assim, o Enem e os demais exames seletivos tem que se ater à parte comum e ao que está definido na BNCC. Estas alterações deverão acontecer a partir de 2019.
A reforma no Ensino Médio não dispõe sobre o formato ou modelo do Enem. Essas definições são feitas pelo Inep.